sábado, 27 de fevereiro de 2016

Para criar uma escola leitora, é preciso formar professores leitores


Professores que cultivam o hábito e o prazer da leitura se tornam mais capazes de despertar a mesma motivação nas crianças. Foto: Manuela Novais


Não há como negar: ser um leitor assíduo é fundamental para adquirir conhecimento e, assim, compreender mais profundamente o mundo que nos cerca. Quem pratica a leitura exercita o raciocínio e a visão crítica, modifica seu modo de pensar, agir e falar. E o papel da escola é ajudar os alunos, desde cedo, a desenvolver a competência leitora e o gosto por essa atividade.
O professor precisa estar bem preparado não apenas para ensinar, mas para ser uma referência, transmitindo o entusiasmo e a força das experiências que possui como leitor. É neste ponto que entra o papel do coordenador, que deve incentivar e refletir com os docentes sobre as melhores práticas nessa área. Por isso, a questão foi uma das minhas primeiras preocupações ao elaborar o plano de formação.
Para diagnosticar o que os professores sabiam e qual era a relação deles com a leitura, resolvi fazer uma análise geral baseada na observação das classes. O resultado é que as atividades ficavam muito presas ao livro didático.
Comecei, então, a me questionar: do que os docentes precisam para ensinar a gostar de ler? Por que ficam presos aos livros didáticos se temos obras de todos os tipos aqui na escola? Com base nessas questões, elaborei uma atividade em que eles deveriam preparar uma aula pensando nas necessidades de seus alunos e apresentá-la aos colegas. Minha intenção era verificar os critérios que utilizavam para selecionar materiais apropriados para cada faixa etária. Também queria descobrir de que maneira esses textos seriam abordados.
Ao final do exercício, ficou claro que muitos priorizavam o livro didático por não saber escolher e apresentar adequadamente outros tipos de texto. Notei, ainda, que uma das razões desses problemas era a falta do hábito de ler. Aliás, boa parte da equipe demonstrava dificuldade em realizar até mesmo as leituras pedidas como tarefa da formação. O meu desafio, portanto, era incentivar os próprios professores a ser amantes da leitura.
Para isso, selecionei livros diversos e criei momentos para que o ato de ler fosse praticado significativa e prazerosamente. Fui à biblioteca da escola e escolhi obras de diferentes gêneros, úteis tanto para as aulas como para proveito pessoal.
Além de oferecer livros da própria escola, fizemos uma roda de empréstimo e apreciação: cada participante levava uma obra importante para ele e a apresentava a todos. Essa permanente circulação de textos seduziu os professores que, por sua vez, se tornaram mais capacitados para incentivar os alunos.
fonte: http://gestaoescolar.abril.com.br/blogs/coordenadoras/2016/01/21/para-criar-uma-escola-leitora-e-preciso-formar-professores-leitores/

sábado, 20 de fevereiro de 2016



DISLEXIA – Quais são seus sinais e sintomas?

Devemos sempre ter em mente que a dislexia não é uma doença e que não tem nada haver com falta de atenção, preguiça ou baixo nível intelectual. Também não está ligada a alterações auditivas ou visuais e não é causada por falta de escolarização.
Dislexia é um distúrbio genético e neurobiológico mais frequentemente caracterizado por dificuldades na aprendizagem da decodificação das palavras.
Não existe cura, apenas tratamento e acompanhamento onde o indivíduo poderá desenvolver suas próprias estratégias para lidar com suas dificuldades.
Pesquisadores americanos descobriram que, em pessoas com dislexia, a área do cérebro que auxilia os novos leitores a compreender as palavras está lesada. Apesar de terem inteligência e visão normais, as pessoas afetadas pela dislexia apresentam dificuldade para ler, escrever e soletrar. A causa exata do distúrbio de aprendizagem é desconhecida, embora se acredite que o problema possa ter origem genética.
Os pesquisadores observaram que as pessoas sem dificuldade para ler apresentaram ativação da parte posterior do cérebro, enquanto entre os pacientes com dislexia a atividade dessa região mostrou-se significativamente reduzida. Os exames de crianças disléxicas mostraram atividade maior nas regiões frontal e lateral do cérebro. “Esses resultados mostraram evidências neurobiológicas de que existe uma interrupção subjacente nos sistemas neuronais associados à leitura em crianças com dislexia. Os dados indicaram que isso já é evidente desde muito cedo”, concluíram os autores, em artigo publicado na edição de julho da revista Biological Psychiatry (2002).
“Muitos adultos não percebem quão difícil é aprender a ler. A leitura envolve um conceito muito abstrato de que as palavras ouvidas são compostas por sons menores”, explicou Lyon. O pesquisador explicou que a capacidade de identificar os sons e de os associar a letras ou palavras é fundamental para leitura.
Regiões afetadas pela dislexia
Os primeiros sinais e sintomas costumam aparecer na fase de alfabetização, podendo ocorrer trocas de letras com formas ou sons parecidos, como b e d, que são visualmente parecidas e f e v, que se diferenciam apenas pela sonoridade.
dislexia


Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra, relação fonema/grafema e também costumam escrever palavras na ordem inversa, como por exemplo, “ovóv” para vovó. Por vezes, os erros aparecem mesmo quando realizam cópia, veja o exemplo da imagem.


Veja abaixo alguns sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita:
Erros por confusões na proximidade especial

Erros por confusões na proximidade especial 
– Confusão de letras assimétricas como F, R e Q
– Confusão por rotação; como 3 e E
– Inversão de sílabas: “paca” para capa

Confusões por proximidade articulatória e sequelas de distúrbios de fala 
-Confusões por proximidade articulatória; como L e R
-Omissões de grafemas; “Baco” para Barco
-Omissões de sílabas. “Maco” para Macaco
Barco
Acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever 
– Confusão entre letras, sílabas ou palavras com poucas diferenças na forma de escrever: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
– Confusão entre letras, sílabas ou palavras com formato similar, mas diferente direção: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
– Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
– Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Erros de soletração
Perturbações relacionadas 
Outras perturbações da aprendizagem que frequentemente acompanham os disléxicos, dentre elas:
– Dificuldade de interpretação de textos que não costuma aparecer quando o texto é lido por outras pessoas.
– Alterações na memória;
– Alterações na memória de séries e sequências;
– Orientação direita-esquerda;
– Linguagem escrita;
– Dificuldades em matemática;
– Confusão com relação às tarefas escolares;
– Pobreza de vocabulário;
– Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo).

Menino com dislexia
Como os sinais e sintomas da Dislexia são comuns a outros transtornos da aprendizagem, o ideal é que o diagnóstico seja feito por uma equipe multidisciplinar, contendo pelo menos um neurologista, um fonoaudiólogo e um psicólogo.
Só assim é possível descartar todas as outras possibilidades e fechar um diagnóstico correto, a fim de facilitar a aprendizagem desses indivíduos.
Texto produzido por DANIELA BORGES 
 Publicado em 16/02/2016
FONTE:  https://ericasitta.wordpress.com/2016/02/16/dislexia-quais-sao-seus-sinais-e-sintomas/
*************************************************************************************************

sábado, 30 de janeiro de 2016


Quando as aulas começam, os professores recebem estudantes com diversas formações, habilidades e necessidades de aprendizagem para suas salas de aula. Alunos com Transtornos do Espectro do Autismo(TEA) podem apresentar desafios para até mesmo o "professor mais experiente" e neste breve artigo, gostaríamos de compartilhar 10 estratégias que podem facilitar o caminho para uma experiência de sucesso escolar para o aluno e do professor....
1) Aprenda sobre Transtornos do Espectro do Autismo
Você vai se sentir muito mais confiante, se você tiver algum conhecimento sobre o autismo. É preciso manter em mente que o cérebro da pessoa que tem TEA é diferente em algumas das suas estruturas, bem como a nível celular. Acesse informações pela internet como manuais gratuitos como "Autismo: manual para escola" ou videos, procure fontes confiáveis e trabalhos sérios. muitas informações na Internet nem sempre são confiáveis). aqui um link de manual da @Autism Speaks, que oi traduzido para português pelo pessoal do Autismo e realidade... http://goo.gl/eVbGCX
2) Conheça o seu aluno
Devido a dificuldades de comunicação que são inerentes ao TEA, o aluno pode não ser capaz de compartilhar informações e interesses pessoais com você. Aproveite o tempo para conversar com os pais sobre os interesses da criança e atividades preferidas, brinquedos e hábitos. Quais são seus pontos fortes? Quais são as suas áreas de especial dificuldade? Quais são os tipos de coisas que ele desfrutou na escola no passado? Pode haver formas de acomodar interesses especiais para reforçar o interesse do aluno em atividades de sala de aula. Além disso, pode ser muito útil deixar o aluno saber algumas informações sobre você - você tem filhos? animais de estimação? Quais são os nomes deles? Quais são os seus hobbies?
3) Prepare o ambiente
Enquanto cartazes decorados, amostras de trabalho dos alunos e obras de arte pode ser estimulante para os alunos típicos, para os alunos com TEA este tipo de decoração pode ser muito perturbador e impedi-lo de ser capaz de se concentrar e atender às tarefas. Sempre que possível, para permitir que uma área na sala onde uma barreira visual para as outras atividades na sala pode ser criado. Em uma superfície de parede lisa, coloque cronograma e trabalho exemplares do aluno. O mais importante, manter a área simples e organizada. Ao ajudar o aluno a construir bons hábitos, use caixas de trabalho: novo trabalho na esquerda, obra concluída no lado direito. (Para entender mais procure pessoas que conheçam ou leia sobre recurso de estratégias de ensino estruturado...)
4) Entenda o estilo de aprendizagem do aluno com TEA
Para a maioria dos alunos com TEA, o estilo de aprendizagem visual é a mais eficaz e eficiente. Informações obtidas De forma visual é processado muito mais facilmente do que a linguagem falada.
- Pense em traduzir o que você diz sobre o que o aluno pode ver. Isto pode assumir a forma de imagens, textos, gráficos, diagramas e exemplos.
- Quando é necessário fornecer informações verbalmente, dê instruções curtas e simples. E lembre de dar tempo ao aluno para processar as informações e fornecer um guia visual sempre que possível.
- Muitos alunos podem não ser capazes de aprender a ler de forma eficiente através de uma abordagem baseada em fonética. Esteja aberto a abordagens alternativas, como o reconhecimento palavra inteira vista.
- Outro aspecto fundamental do desempenho é a dificuldade com a impressão e escrita vivenciada por muitos alunos com TEA. - - Incentivar o desenvolvimento de habilidades de digitação e permitir o trabalho escrito possa ser feito em um teclado(digitado), em vez de com um lápis.
5) Estabelecer comunicação da escola / casa
No início do ano escolar, se reunir com pais do aluno para discutir a forma e modelo para a comunicação escola / casa. idealmente, a preparação da comunicação diária deve envolver o aluno e ser um componente de sua rotina diária. É fundamental que o professor leia e assine o livro todos os dias e escrever nele... Chamar os pais regularmente para compartilhar uma boa notícia, o aluno pode não ser capaz de compartilhar informações de si mesmo. Se houver problemas difíceis de tratar, uma chamada telefônica ou uma reunião pode ser mais apropriado. É essencial que a comunicação não ser compreendido por um rosário de delitos do aluno. Os pais querem saber o que foi demonstrado aprendizagem, que história foi lida, que novas palavras foram aprendidas, e outras pequenas realizações e acontecimentos do dia.
6) Conscientizar os colegas sobre os alunos com TEA.
O Treinamento de conscientização dos colegas pode aumentar significativamente a compreensão do aluno com TEA. É importante perguntar aos pais como e se eles gostariam de permitir informações sobre seu filho para ser compartilhado. Enquanto muitos pais estão de acordo com isto, os outros não são e os seus desejos devem ser respeitados. Desmistificação da TEA para estudantes neurotipicos abre o caminho para a inclusão bem-sucedida. Vídeos, como aqueles criados para mostrar como um autista vivenciam o mundo. Ou filmes com esse tema, são ótimas dicas...
7) Programação visual
Dependendo da idade ou nível de habilidade do aluno, a programação visual pode ser composto de objetos, fotografias, símbolos de imagem ou palavras. A programação é usada para mostrar à criança quais atividades terão lugar durante uma seção especial do dia e em que ordem. O principal objetivo da programação é para reduzir a ansiedade do aluno, deixando-o saber que o futuro imediato não é um vazio desconhecido, mas que existem atividades, a maioria dos quais ele vai gostar, através do qual ele vai progredir
8) A assistência no comportamento e muita compreensão
Alunos com TEA ocasionalmente têm dificuldades com o comportamento causado por fatores como ambientes irritantes ou sensoriais, frustração por não ser capaz de comunicar, questões de saúde, percepções incorretas de situações sociais, etc. Tenha em mente que o aluno com TEA pode não perceber o mundo como os outros fazem. Se necessário, a assistência acesso a aprender sobre como fazer uma Análise de Comportamento Funcional para discernir o propósito de comportamento dos alunos: o que é que esse aluno está tentando alcançar? Atenção? Evasão? Escape? Muitos alunos com TEA não gostam (ou talvez nem mesmo entendem) o elogio verbal. Muitas vezes, um reforçador tangível pode ser necessário e isso pode incluir alimentar. Se uma pequena porção de um alimento preferido (como um biscoito ou bala) fornece um incentivo para o comportamento desejado ou é uma recompensa eficaz, então é isso que precisa ser usado. Outros alunos entendem e é justo.
9) Trabalhar com um assistente 
Muitas vezes, os alunos com TEA e outras deficiências de desenvolvimento beneficiam de assistente de ensino de apoio para ajudá-los a participar de tarefas acadêmicas, bem como atividades sociais. Assistentes de ensino também ajudam a controlar ambiente e experiência do aluno para reduzir as chances de dificuldade comportamental. Para alguns professores, que tem um aluno com TEA na sua classe, pela primeira vez, também pode significar que eles estão trabalhando com um assistente de ensino, pela primeira vez. Neste relacionamento extremamente importante deve ser cuidadosamente fomentada e mantida. Cortesia, consideração e comunicação são fundamentais.
10). Equipe colaborativa e participativa
Não há força nos números. Para melhor atender os alunos em ambientes inclusivos, trabalhar em colaboração com todos os funcionários que prestam serviços para o Aluno. Cada membro da equipe traz a sua própria experiência e conhecimento para trabalhar com os alunos com autismo. Organizar horários específicos em que todos os membros da equipe podem se unir para planejar, discutir o progresso do aluno, e dar apoio um ao outro.
_
E, finalmente, nunca diga: "mas eu tenho 25 outros estudantes." Independentemente de haver ou não ou se o aluno tenha assistente de ensino de apoio, você é seu(sua) professor(a). Ele precisa saber que ele, também, é digno de sua atenção individual. O olhar em seu rosto e o som da sua voz como você saudar o aluno que tem TEA na sua classe a cada dia dará o exemplo para todos...
Ref/creditos:
post adaptado e baseado nos seguintes artigos:
- Ten Tips for Teachers: Welcoming a Student with an ASD to Your Classroom
por Leslie Broun and Pat O'Connor were project managers for Provincial Teachers' Assistant Training Initiative , a publicly funded initiative that was completed in June 30, 2009. 

_

Ten Tips for Successful Inclusion of Students with Autism Spectrum por : *portal.esc20.< artig Special Education autism



terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Crianças precisam conhecer o BRINCAR para dar sentido aos seus BRINQUEDOS

Se pedirmos para as crianças fazerem uma lista de brinquedos e outra de brincadeiras, pode apostar, a grande maioria vai te dizer o nome de vários brinquedos, mas pouco saberão listar brincadeiras nos seus momentos de diversão.
Sabemos que os brinquedos têm sua importância para o desenvolvimento, até porque ele sempre estrará associado a algo que de alguma forma motiva a criança e a faz imaginar situações e vivenciar interações que este pode lhe proporcionar.
No entanto, sem a brincadeira o brinquedo perde sua função. De que adianta uma corda, se eu só sei brincar de pular de forma individual e contanto até 10?
Será que estamos esquecendo de apresentar para as crianças aquela cantiga antiga que dizia “um homem bateu em minha porta e eu abri, senhoras e senhores, ponha a mão no chão, senhoras e senhores, pule de um pé só, senhoras e senhores, dê uma rodadinha e vá para o olho da rua”, para nossas crianças?
Os Referenciais que estruturam as atividades da Educação Infantil pontuam que “A brincadeira ocorre por meio da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade. Toda brincadeira é uma imitação transformada, no plano das emoções e das ideias, de uma realidade anteriormente vivenciada”.
Para tal afirmação, temos que pensar… o quanto nossas crianças vivenciam momentos de brincar? Quais as sensações lhes são proporcionadas durante esse momento? O que ela aprende através do brincar?
As crianças, neste contexto, estabelecem relações e representações, o que traz vantagens sociais, cognitivas e afetivas na medida em que elas “extrapolam” seu mundo habitual. O brincar também é definido como uma atividade espontânea da criança, a qual se caracteriza pelo prazer, ludicidade e atividade mental (WAJSKOP, 1995).
No momento em que uma criança brinca, ela estabelece uma relação afetiva com o que faz e assim quer compartilhar e vivenciar aquele momento por diversas vezes e com isso ela aumenta o seu potencial de aprendizagem e amplia suas habilidades sociais.
Para isso, é preciso resgatar brincadeiras e apresentar um mundo de brincar e experimentar sensações que nenhum brinquedo substitui.
Separamos algumas brincadeiras simples para que vocês possam apresentar aos pequenos um mundo de possibilidades e diversão, quem sabe assim não aumentamos a lista de brincadeiras das nossas crianças?
Puxa o rabo
Um integrante ficará como o “puxador de rabos”, enquanto os outros tentaram fugir, pois quem fica sem o rabo sai da brincadeira. É só colocar uma fita presa na calça ou short e correr do “puxador de rabos”.
Reizinho mandou ou Boca de Forno
Uma criança será o reizinho e este solicita algumas missões. E este diz: REIZINHO MANDOU! Os outros perguntam: Fazer o que? Aí, o REI manda os participantes buscarem algo. Quem trouxer primeiro, será o novo REI.
Corre cotia
As crianças correm para pegar quem deixou um lencinho atrás dela.  Se quem deixou o lenço conseguir se sentar no lugar que ficou disponível, teremos um novo pegador. Uma forma de pega-pega com cantigas de roda.
“Corre cotia
Na casa da tia
Corre cipó
Na casa da avó
Lencinho na mão
Caiu no chão
Moça(o) bonita(o) do meu coração”
Posso jogar? Simmmm!
Cobrinha
Duas crianças serão selecionadas para segurar a corda e fazê-la rastejar, cada um em uma ponta. Os outros participantes deverão ultrapassar a corda sem tocar nela. Quem pisar na corda, sai do jogo e ganha quem conseguir chegar até o fim sem pisar na corda.
Pique-Fruta 
Uma criança pega e as outras correm, quem for pego deverá falar o nome de uma fruta. Todos devem estar atentos e gravar as frutas faladas, pois se repetir, não terá o direito de se salvar. Podemos fazer variações com  (animais, letras, cores…)
Telefone sem fio
Crianças em roda. Uma delas escolhe a mensagem a ser comunicada e assim vão passando um no ouvido do colega ao lado até que a última pessoa da roda diga qual a mensagem final.
Adoletá
Crianças em círculo, mãos em cima das mãos do colega e à medida que a música vai sendo cantada vão batendo na mão do seu vizinho. As palmas seguem a silabação da música:
“A-do-le-tá
Le peti
Tole tolá
Le café
Com chocolá
A-do-le-tá
Puxa o rabo do tatu
Quem saiu foi tu!”
Quem não conseguir se livrar da última palma, sai do jogo e assim chegaremos a um vencedor.
Coelhinho sai da toca
Serão desenhadas tocas em forma de círculos no chão. Sempre terá uma toca a menos que o número de participantes.
Alguém lidera a brincadeira para dar o comando: – Coelhinho sai da toca!
Nesse momento, todos têm que trocar de toca e alguém ficará sem toca, saindo da brincadeira. A medida que a criança sai da brincadeira, uma toca também será apagada. Ganha quem conseguir ficar na última toca que restar. Parece a dança da cadeira, lembram? As variações podem acontecer com outros animais e pedir que saiam das tocas imitando determinado animal.
Fonte: Michelle Costa Soares | Psicopedagoga Clínica e Institucional | Ilhéus- Ba Professora da disciplina Educação Especial - UNEB/PARFOR Estudante de Neuropsicologia contato: michelleterapiadecrianca@gmail.com IG: @michelleterapiadecriança
http://www.reab.me/criancas-precisam-conhecer-o-brincar-para-dar-sentido-aos-seus-brinquedos/

O que há por trás das crianças indisciplinadas?



Indisciplina. Grande dilema e grande problema. Algumas vezes não nos damos conta dessa atitude, até quando já é tarde demais, quando as reações dos nossos filhos já não nos causam mais o sorriso e sim uma careta de preocupação ou irritação. Um não, uma manha, uma reação que desafia a nossa autoridade ou a dos educadores. Como resolver esses problemas? Ou, mais ainda, o que provoca esses comportamentos nas crianças? Vamos ver a seguir.

Por trás da indisciplina

Os educadores e profissionais em matéria educativa nos advertem: por trás de uma criança indisciplinada há, efetivamente, um modelo educativo incorreto. Temos que ter isso claro à medida que as crianças crescem e vão buscando nossos limites, e querem dispor da sua própria autonomia, sem compreender ainda as regras da sociedade. Podem ser tornar exigentes e autoritárias, incapazes de lidar com a frustração, demandantes contínuos de atenção, objetos, e direitos.
São crianças que não foram controladas e que não tiveram limites estabelecidos. A indisciplina é, em essência, uma falta de controle e de orientação por parte dos que têm a responsabilidade de educar. É verdade que cada criança é única, que dispõe de uma personalidade própria e de um caráter que, com certeza, não é igual ao caráter do irmão, por exemplo.

No entanto, é tarefa de nós todos, como pais, mães, avós, professores ou psicólogos, enquadrar cada comportamento a tais limites, onde temos que aprender a viver em sociedade, respeitando uns aos outros em harmonia. Se uma criança não vê os limites, não deixará de encontrar mais e mais frustração, porque jamais verá suas necessidades e desejos cumpridos. Não saberá respeitar os demais, nem mesmo a si mesma.
fonte:http://amenteemaravilhosa.com/ha-tras-das-criancas-indisciplinadas/





sábado, 8 de agosto de 2015


Vídeos passado em aula para reflexão e discussão CURRÍCULO E EDUCAÇÃO 
pela Profª Lilian
07/08/2015 



September 11 - Samira Makhmalbaf - 2002




                      Pedagogia: Cotidiano Escolar


A cena apresenta comentários comuns de alunos enquanto resolvem as atividades propostas pelos professores em situações cotidianas na escola como apresentação de trabalhos, provas, entregas de boletins, entre outros.

A partir do trecho é possível refletir junto aos professores os impactos das atividades propostas pelos professores nas percepções e na vida dos alunos.


Charlie Brown e a turma do Snoopy. Vida escolar!!


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

TEXTO TRABALHADO POR PROFª  RAQUEL ZANELATTO ( 03/08/2015)


                               [TRISTE CENA]                                                         


            A cena passa-se na escola, naqueles dias de março em que se efetua a matricula das crianças. Uma senhora de boa aparência aproxima-se da mesa e dá todas as informações exigidas para que seu filho possa frequentar a escola. Depois dessa formalidade, ensaiando um sorriso expressivo, de quem deseja fazer boas relações com a professora, faz a seguinte observação:
            - Minha senhora, o meu pequeno é malcriado. Muito vadio. Não gosta de estudar. Não imagina o tormento que passo para fazer vir à escola. Fica pelo caminho. Perde os livros. Já há dois anos que está na mesma classe. Primeiro, pensamos que era da professora. Então o mudamos de escola. Mas na outra foi a mesma coisa. A senhora sabe que nós , as mães, sempre temos mais paciência. Mas o pai, que não gosta nem de graças, prometeu dar cabo do pequeno, se este ano ele não for para outra classe. Ele é um garoto insubordinado. Todos se queixam dele. Por isso, eu lhe queria pedir um favor...
            ( Não é necessário dizer que, durante todo esse tempo, o pequeno esteve cabisbaixo, ouvindo todas essas amabilidades a seu respeito... Pouco a pouco as orelhas iam-lhe passando por todas as tonalidades do vermelho, ate o purpura. E, olhando-se bem parecia que cresciam também...)
            - Queria pedir-lhe um favor: puxe-me pelo pequeno. Puxe-me por ele. Não o deixe ir ao recreio. Não o deixe fazer ginastica. Ponha-o na sala com o livro na mão, ate que ele fique sabendo as lições. Não tenha pena, minha senhora. Ele com bons modos não vai. Isso de lhe fazer festa, de o tratar bem não adianta nada. Ele só anda com pancada. E olhe; eu sei que na escola não querem bater nas crianças, mas tem a senhora toda liberdade para fazer este o que entender...
            ( O pequeno vai baixando mais a cabeça. Agora a vermelhidão avança por todo o rosto. Que estará pensando esse pobre pequeno quem nem na família encontra a compreensão suficiente para que sua vida se desenvolva com alegria? A tristeza da solidão moral, que costuma ser o naufrágio da mocidade, já desceu sobre essa infância angustiada. Qual será o estado interior dessa pobre criatura, ouvindo decomporem sua personalidade em fragmentos de maldade e injustiça?)
            O resto da cena não se conta, para cada pessoa que se interessa pelo assunto ter oportunidade de construir um fim capaz de reabilitar os três personagens em questão.

                                                           (MEIRELES, Cecília. Triste cena. 9 de julho de 1930)



domingo, 5 de julho de 2015

Registrar é preciso


                                                                          



Todos sabemos da importância do registro de nosso trabalho junto as crianças, afinal é ele quem vai fazer a ponte entre a teoria e a prática. A prática alimentando a teoria que por sua vez subsidia a prática novamente ressignificada.
 A documentação pedagógica permite aos professores revisitar, avaliar, observar, reinterpretar os fatos e acontecimentos fora do processo, ou seja do momento filmado, anotado ou fotografado, e poderá através disso se ater a detalhes desapercebidos e reinterpretá-los para que possa qualificar sua prática, além de poder trocar com outros professores ampliando suas perspectivas. É sem dúvida um elemento formador dos professores.
Porém ele não deve ser apenas um arquivo, guardado para memória e coleções de portfólios. Ele deve estar vivo e presente, e ser acessível além de construído juntamente com as crianças. Quando as crianças são envolvidas neste processo, elas podem revisitar, refletir, reinterpretar e organizar seus conhecimentos, conversando com outras crianças elaborando hipóteses, comparando idéias, argumentando, avaliando e se auto avaliando também fora do momento descrito, pensando nela e ouvindo os outros. É um elemento construtor de conhecimentos e de identidades.

Deve também estar acessível aos pais, para que estes conheçam o que seus filhos fazem na escola, como e porque. Podem trocar com os outros pais, ampliando seus olhares e construindo suas identidades, tornando visíveis muitas questões as quais não se dão importância, percebendo e valorizando a cultura das crianças. É então um instrumento que torna visível a infância.


As crianças podem visitar e relembrar suas experiências, esse momento é muito rico e a criança tem condições de reavaliar e rever seus registros e compartilhar seus olhares com os amigos.