sexta-feira, 9 de maio de 2014

Disciplina: Psicologia na Educação

Profª Silvana Gondim    09/05/2014

REFLEXÃO SOCIAL NA EDUCAÇÃO

Currículo dos Urubus


“O Rei Leão, nobre cavalheiro, resolveu certa vez que nenhum dos seus súbditos haveria de morrer na ignorância. Que bem maior que a educação poderia existir? Convocou o urubu, impecavelmente trajado em sua beca doutoral, companheiro de preferências e de churrascos, para assumir a responsabilidade de organizar e redigir a cruzada do saber. Que os bichos precisavam de educação, não havia dúvidas. O problema primeiro era o que ensinar.
Questão de currículos: estabelecer as coisas sobre as quais os mestres iriam falar e os discípulos iriam aprender. Parece que havia acordo entre os participantes do grupo de trabalho, todos urubus, é claro: os pensamentos dos urubus eram os mais verdadeiros; o andar dos urubus era o mais elegante; as preferências de nariz e de língua dos urubus eram as mais adequadas para uma saúde perfeita; a cor dos urubus era a mais tranquilizante; o canto dos urubus era o mais bonito. Em suma: o que é bom para os urubus é bom para o resto dos bichos.
E assim se organizaram os currículos, com todo o rigor e precisão que as ultimas conquistas da didáctica e da psicologia da aprendizagem podiam merecer. Elaboraram-se sistemas sofisticados de avaliação para teste de aprendizagem. Os futuros mestres foram informados da importância do diálogo para que o ensino fosse mais eficaz e chegavam mesmo, uma vez por outra, a citar Martin Buber. Isto tudo sem falar na parafernália tecnológica que se importou do exterior: máquinas sofisticadas, que podiam repetir as aulas à vontade para os mais burrinhos, e fascinantes circuitos de televisão.
Ah! Que beleza! Tudo aquilo dava uma deliciosa impressão de progresso e eficiência e os repórteres não se cansavam de fotografar as luzinhas piscantes das máquinas que haveriam de produzir saber, como uma linha de montagem produz um automóvel. Questão de organização, questão de técnica. Não poderia haver falhas. Começaram as aulas, de clareza mediana. Todo o mundo entendia. Só que o corpo rejeitava….
E assim as coisas se desenrolaram, de fracasso em fracasso, a despeito dos métodos cada vezmais científicos e das estatísticas que subiam. E todos comentavam, sem entender: A educação vai muito mal…
                                              Trecho extraído do livro:
                                 Estórias de quem gosta de ensinar, de Rubem Alves


quinta-feira, 8 de maio de 2014

O sapo e a cobra - (Lenda Africana)

Esta fábula do folclore africano faz-nos refletir como o mundo seria melhor sem os preconceitos que afastam a pessoa.

Era uma vez um sapinho que encontrou um bicho comprido, fino, brilhante e colorido deitado no caminho.
- Olá o que você está fazendo estirada na estrada?
- Estou me esquentando aqui no Sol. Sou uma cobrinha e você?
- Um sapo. Vamos brincar?
E eles brincaram amanhã toda no mato.
- Vou ensinar a você subir na árvore se enroscado e deslizando sobre o tronco – disse a cobra.
E eles subiram.
Ficaram com fome e foram embora, cada um para a sua casa, prometendo se encontrar no dia seguinte.
- Obrigada por me ensinar a pular.
- Obrigado por me ensinar a subir na árvore.
Em casa o sapinho mostrou para a sua mãe que sabia rastejar.
- Quem ensinou isso a você?
- A cobra a minha amiga.
- Você não sabe que a família da cobra não é gente boa? Eles têm veneno. Você está proibido de brincar com cobras. E também de rastejar por aí. Não fica bem.
Em casa a cobrinha mostrou para a mãe que sabia pular.
- Quem ensinou isso a você?
- O sapo meu amigo.
- Que besteira! Você não sabe que a gente nunca se deu bem com a família do sapo e é bom apetite! E pare de pular. Nós cobra não fazemos isso.
No dia seguinte cada um ficou no seu canto.
- Acho que não posso rastejar com você hoje – pensou o sapo.
A cobrinha olhou e pensou no conselho da mãe e pensou: Se chegar perto eu pulo e o devoro.
Mas lembrou-se da alegria da véspera e dos pulos que aprendeu com o sapinho. Suspirou e deslizou para o mato.
Daquele dia em diante o sapinho e a cobrinha não brincaram mais juntos. Mas ficaram sempre ao Sol, pensando no único dia que foram amigos.
  

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Hoje é dia Teatro \O/

 #Facul #SemanaCultural#Terezinha e Gabriela





Teresinha e Gabriela
                                                                                                         Ruth Rocha

Gabriela menina, Gabriela levada.
Ô, menina encapetada…
Gabriela sapeca:
– Menina, como é que você se chama?
– Eu não me chamo, não, os outros é que me chamam Gabriela.
Gabriela serelepe:
– Menina, para onde vai essa rua?
– A rua não vai, não, a gente é que vai nela.
Gabriela na escola:
– Gabriela, quem foi que descobriu o Brasil?
– Ah, professora, isso é fácil, eu só queria saber quem foi que
cobriu.
Gabriela não deixava a professora em paz:
– Professora, céu da boca tem estrelas?
– Professora, barriga da perna tem umbigo?
– Professora, pé de alface tem calos?
Gabriela era quem inventava as brincadeiras:
– Vamos brincar de amarelinha?
Todo mundo ia.
– Vamos brincar de pegador?
Todos concordavam.
Todos queriam brincar com Gabriela.
Foi aí que mudou, para a mesma rua da Gabriela, a Teresinha.
Teresinha loirinha, bonitinha, arrumadinha.
Teresinha estudiosa, vestida de cor-de-rosa.
Teresinha.
Que belezinha…
Os amigos vinham contar a Gabriela:
– Teresinha tem um vestido com rendinha.
– Teresinha tem uma caixinha de música.
– Teresinha tem cachos no cabelo.
Gabriela já estava enciumada:
– Grande coisa, cachos! Bananeira também tem cachos!
Gabriela não queria nem ver Teresinha:
– Menina enjoada, não sabe correr, não suja o vestido, só vive
estudando. Deus me livre!
– Mas ela é boazinha — os meninos diziam.
– Boazinha, nada! Ela é sonsa.
– Mas você nunca falou com ela, Gabriela.
– Não interessa. Não falei e não gostei, pronto!
Mas Gabriela já estava impressionada, de tanto que falavam da Teresinha.
E Gabriela começou a se olhar no espelho e achar o seu cabelo muito sem
graça:
– Mamãe, eu queria fazer cachos nos cabelos.
– Mamãe, eu queria um vestido cor-de-rosa.
– Mamãe, eu queria uma caixinha de música.
E Gabriela começou a se modificar.
Na escola, no recreio, Gabriela não pulava corda e nem brincava de
esconde-esconde.
Ficava sentadinha,quietinha, fazendo tricô.
De tarde, Gabriela não ia mais brincar na rua para não sujar o vestido.
E, à noite, muito em segredo, Gabriela enchia a cabeça de papelotes para
encrespar os cabelos.
Os amigos vinham chamar Gabriela:
– Gabriela, vamos andar de bicicleta?
– Agora eu não posso — respondia Gabriela. — Preciso ajudar a mamãe.
A mamãe de Gabriela estranhava:
– Que é isso, menina? Você não tem nada para fazer agora.
E Gabriela, com ares de gente grande, respondia:
– Eu já estou crescida para essas brincadeiras…
E Teresinha?
O que é que estava acontecendo com Teresinha?
Teresinha só ouvia falar de Gabriela:
– Gabriela é que sabe pular corda.
– Gabriela usa rabo-de-cavalo para o cabelo não atrapalhar.
– Gabriela só usa calças compridas.
Teresinha respondia com pouco-caso:
– Que menina mais sem modos! Deus me livre…
Mas, quando as crianças saíam, Teresinha pedia:
– Mamãe, eu quero umas calças compridas.
E, no fundo do quintal, Teresinha treinava, pulando corda e amarelinha,
para ir brincar na rua, como Gabriela.
E, na primeira vez que as duas se encontraram, a turma nem queria
acreditar.
Gabriela, fazendo pose de moça, cabelos cacheados, sapatos de
pulserinha, vestido todo bordado.
Gabriela empurrando o carrinho da boneca, comportadíssima.
Teresinha pulando sela, assoviando, levadíssima.
As duas se olharam, no começo, desconfiadíssimas.
Depois, começaram a rir porque estavam mesmo muito engraçadas.
Agora, Teresinha e Gabriela são grandes amigas.
Cada uma aprendeu muito com a outra.
Gabriela sabe a lição de história do Brasil, embora seja ainda a campeã
de bolinha de gude.
E Teresinha, embora seja ainda uma boa aluna na escola, já sabia andar
de bicicleta, pular amarelinha, e até já estava aprendendo a fazer suas
gracinhas.
Ontem, quando a professora perguntou a Teresinha:
– Minha filha, o que você vai ser quando crescer?
Teresinha teve dúvidas:
– Vou ser grande, ué!

                


Moral:Podemos concluir assim que a historia da Terezinha e Gabriela transfere para seus leitores, por meios das palavras de Ruth Rocha, a conscientização de que não podemos ter um preconceito de uma pessoas só por aquilo que escutamos falar dela e, além disso, quando nos aproximamos de pessoas com modos diferentes de viver do nosso, podemos ter um grande crescimento pessoal, pois é por meio das diferenças que aprendemos uns com os outros.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Disciplina: DIDATICA

PROFª ENI             23/ 04/2014


COMPETÊNCIAS

1. O PAPEL DA SOCIEDADE
* Definir que competências são exigidas dos estudantes.
OBS: Isso depende do conhecimento amplo e atualizado das práticas sociais. Em que situações as pessoas serão confrontadas verdadeiramente na sua vida.

2. O PAPEL DA ESCOLA
* Diminuir o peso dos conteúdos disciplinares.
* Reformular programas.
* Adotar avaliação formativa, orientada por competências.
* Construir uma pedagogia diferenciada que valoriza a prática.
* Promover a cooperação entre profissionais.
* Possibilitar a reflexão: falar de pedagogia e do saber dos professores.
* Integrar a abordagem por competências tanto na formação inicial como na continuada.
* Integrar a abordagem por competências à identidade profissional dos professores.


terça-feira, 22 de abril de 2014

DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA ED. INFANTIL ( 0 À 3 ANOS)

PROFª TANARA      22/04/2014

A LINGUAGEM

A conquista da linguagem é um passo fundamental no desenvolvimento de uma criança. Por meio de palavras e gestos, pode expressar os sentimentos, as ideias e desejos, comunicar-se com o mundo e atuar sobre ele. 
Desde o nascimento as crianças se comunicam por meio de choro, do riso, da emissão de sons e gestos. Dos primeiros balbucios ás primeiras frases, o pequeno passará por múltiplas etapas que levarão a desenvolver sua capacidade de expressão oral.

* DO NASCIMENTO AOS 2 MESES
O bebê se comunica por meio de gestos. O choro é a primeira forma que o bebê usa para alertar a mãe que está com fome, com sono ou dor, ou quando simplesmente quer estar com ela.
Mesmo que os pais se desesperem no inicio, pois acreditam que não podem interpretar qual a verdadeira necessidade de seu filho, pouco a pouco eles aprendem a decodificar os diferentes tipos de choro.

* DOS 2 MESES AOS 4 MESES
Quando os pais falam com ele , o bebê responde o famoso " A a a a ". Os balbucios, gritos e as primeiras vocalizações ( " a a a ", " e e e" ), assinalam o inicio da etapa pré-linguistica. Os pais se entusiasmam e falam com seu filho, o bebê "responde" enquanto eles o escutam com atenção, e quando ele termina de emitir sons os adultos continuam a falar com ele.

* OS 4 MESES
Esta é a etapa dos longos monólogos. O bebê se diverte muito com os sons diferentes que emite, e com a possibilidade de escutar sua própria voz. Com a repetição das vocalizações e das diferentes combinações de sons, ele auto-estimula músculos da fala. Por isso, é importante permitir que o bebê vocalize sempre que tiver vontade.

* DOS 5 AOS 8 MESES
Amplia-se o repertorio de gestos, que constituem o meio de comunicação mais efetivo do bebê do nascimento ao primeiro ano de vida. Além disso, os gestos começam a ter caráter verdadeiramente intencional. Por exemplo, o sorriso, que antes respondia a um mecanismo reflexo para expressar um estado de bem estar ou satisfação, agora é utilizado para fazer graça ao adulto. Os balbucios se tornam mais intencionais e são usados para chamar a atenção. As crianças começam a pronunciar sílabas como " da, da, da" ou " tá, tá, tá " , assim como as primeiras palavras " papai", " mamãe".

* DOS 9 AOS 11 MESES
O amadurecimento dos músculos da fala e da mastigação permite uma vocalização mais articulada. Ao mesmo tempo, a criança adquire a capacidade de imitar e generalizar, e é provável que nesta primeira etapa apareçam as primeiras palavras articuladas. 


quarta-feira, 16 de abril de 2014

DISCIPLINA: DIDÁTICA

PROFª ENI -   16/04/2014

PRINCÍPIOS DA ANDRAGOGIA

A andragogia baseia-se em princípios fundamentais;
* NECESSIDADE: Os alunos precisam saber porque precisa aprender algo;
* AUTOCONHECIMENTO: Os adultos precisam entender como podem ser independentes e alunos ao mesmo tempo.
Por serem responsáveis pela sua vida, têm dificuldade em que outros lhe digam o que fazer:
* EXPERIÊNCIAS: Tem uma bagagem muito maior e mais variadas de experiências, que acabam sendo a base do seu aprendizado;
* PRONTIDÃO:Têm prontidão de aprender as coisas que precisam saber para enfrentar as situações da vida real;
* ORIENTAÇÃO: A orientação da aprendizagem dos adultos é focada na vida, nos problemas que vivem;
* MOTIVAÇÃO: Respondem melhor aos fatores motivacionais internos, autoestima e qualidade de vida.



terça-feira, 15 de abril de 2014

Disciplina: Fundamentos da Ed. Infantil
Profª Tanara -     15/04/2014                         
                                                 

                                              *****
Qual é sua felicidade? 
E pra quem você dá sua felicidade?









segunda-feira, 14 de abril de 2014

Aula Animada Hoje Profª Theresa Jorge 

\O/ Brincadeiras para Crianças por Regiões do Brasil 14/04/2014

                                       Brincadeira ( Puxa largata)

                                                           
                                   
                              " No tempo da ilha   

                                            Fazia poeira

                                             Puxa lagarta

                                             Nessa orelha." 
                                                                    

                                            Brincadeira ( Escravos de Jó)







 "Escravos de Jó

Jogavam Caxangá


Tira, põe, deixa ficar


Guerreiros com guerreiros


fazem zig-zig-zá."♩  


                           Brincadeira ( Me chamo Lola)



 Me chamo Lola

Sou espanhola


Ali Babá está de olho na escola


Tenho uma prima


Chinezinha


Que o pai dela é vendedor de gelatina


Leite com Toddy com pão


Tudo isso misturado num caldeirão"



                                  Brincadeira ( O poço)


 Caí no poço!
 Que altura:
Quem te tira?
 Meu bem! Pera, uva, maçã ou salada mista?



Como aplicar limites aos filhos

As crianças necessitam de limites. Como educar com disciplina aos filhos


As crianças precisam de limites. Como educar com disciplina nossos filhos. Uma disciplina eficaz na hora de aplicar limites aos nossos filhos é o mais importante. Se apresentamos uma boa regra, nosso filho estará disposto a cumpri-la porque o que eles querem é nos agradar.
Não estamos preparados para estabelecer limites. alta-nos habilidade para fazê-lo. Falamos demais, exageramos na emoção, e em muitos casos, equivocamo-nos na nossa forma de expressar com clareza e demasiada autoridade. Quando necessitamos dizer aos nossos filhos que devem fazer algo e “agora” (recolher os brinquedos, ir para a cama, etc.), devemos ter em conta alguns conselhos básicos:

Uma educação firme para as crianças



É frequente ouvir de nós mesmos e de outros pais, expressões como “comporte-se bem”, “seja bom”, ou “não faça isso”. As expressões significam diferentes coisas para diferentes pessoas. Nossos filhos nos entenderão melhor se dermos nossas ordens de uma forma mais concreta. Um limite bem específico diz a uma criança exatamente o que deve ser feito. “Fale baixinho na biblioteca”; “Dê de comer ao cachorro agora”; “Segure na minha mão para atravessar a rua”. Esta é uma forma que pode aumentar substancialmente a relação de cumplicidade com seu filho.

O que fazer para que as crianças sejam obedientes

Em muitos casos podemos dar aos nossos filhos uma oportunidade limitada de dizer como cumprir suas ordens. A liberdade de oportunidade faz com que uma criança sinta uma sensação de poder e controle, reduzindo as resistências. Por exemplo: “É hora do banho. Você quer tomar banho quente ou frio?”; “Está na hora de se vestir. Você escolhe sua roupa ou quer que eu escolha?”. Esta é uma forma mais fácil e rápida de dizer a uma criança exatamente o que fazer.

Obediência e disciplina

Em questões realmente importantes, quando existe uma resistência à obediência, necessitamos aplicar a disciplina com firmeza. Uma disciplina firme diz a uma criança que ela deve parar com tal comportamento e obedecer suas ordens imediatamente. Por exemplo: “Vá para o seu quarto agora”, ou “Pare! Os brinquedos não são para atirar”. Os limites firmes são melhor aplicados com uma voz segura, sem gritos, e um sério olhar no rosto. Os limites mais suaves supõem que a criança tem opção de obedecer ou não. Exemplos de limites leves: “Por que não leva seus brinquedos para fora daqui?”; “Você deve fazer as tarefas da escola agora”; " Venha pra casa agora, está bem?” e “Eu realmente gostaria que se limpasse”. Esses limites são apropriados para momentos quando se deseja que a criança aja num certo caminho. De qualquer modo, para essas poucas obrigações, “deve estar feito”, você será melhor cúmplice do seu filho se lhe aplica uma ordem firme. A firmeza está entre o suave e o autoritário.
Os meninos são mais receptivas em fazer o que lhes ordenam. Ordens como “não”, ou “pare” dizem a uma criança o que é inaceitável, mas não explica que comportamento realmente gostaria. Em geral, é melhor dizer a uma criança o que deve fazer (“Fale baixo”) antes do que não deve fazer (“Não grite”). Pais autoritários dão mais ordens “não”, enquanto os demais estão propensos a dar a ordem de “fazer”.
Quando dizemos “quero que vá pra cama agora mesmo”, estamos criando uma luta de poder pessoal com nossos filhos. Uma boa estratégia é fazer constar a regra de uma forma impessoal. Por exemplo: “São 8 horas, hora de se deitar” e lhes ensine as horas. Neste caso, alguns conflitos e sentimentos estarão entre a criança e o relógio.

Explique o porquê aos filhos

Quando uma pessoa entende o motivo de uma regra, como uma forma de prevenir situações perigosas para si mesmas e para outros, se sentirá mais animada a obedecê-la. Deste modo, quando se aplica um limite, deve-se explicar à criança o porque tem que obedecer. Entendendo a razão para a ordem, ajuda as crianças a desenvolverem valores internos de conduta ou comportamento – uma consciência. Antes de dar uma longa explicação que pode distrair as crianças, manifeste a razão em poucas palavras. Por exemplo: “Não morda as pessoas. Isso vai machucá-las”; “Se você joga fora os brinquedos das outras crianças, elas se sentirão tristes porque elas ainda vão querer brincar com eles”.

Seja positivo com o seu filhos

Sempre que aplicar um limite ao comportamento de uma criança, tente indicar uma alternativa aceitável. Por fazê-lo, soará menos negativo e seu filho se sentirá menos em desvantagem. Deste modo, empenhe-se em dizer: “Não sei se você gostaria do meu batom, mas isso é para os lábios e não para brincar. Aqui você tem um lápis e um papel em troca”. Outro exemplo seria dizer: “Não posso te dar um caramelo antes da janta, mas posso te dar um sorvete de chocolate depois”. Oferecendo-lhe alternativas, a estará ensinando que seus sentimentos e desejos são aceitáveis. Este é um caminho de expressão mais correto.

Seja flexível com o seu filho

Uma regra concreta de limite é evitar uma ordem repetitiva. Uma rotina flexível (dormir às 8 da noite, às 8 e meia na próxima, e às 9 na outra noite) é um convite à resistência e se torna impossível se cumprir. Rotinas e regras importantes na família deveriam ser efetivas dia após dia, ainda que esteja cansado ou indisposto. Se você dá ao seu filho a oportunidade de contornar as suas regras, eles seguramente tentarão resistir.

Desaprove a conduta, não a criança

É necessário que deixemos claro para nossos filhos que nossa desaprovação está relacionada ao seu comportamento e não diretamente a eles. Não os estamos rejeitando. Longe de dizer “Criança má” (desaprovação da criança). Deveríamos dizer: “Não morda” (desaprovação da conduta). Em lugar de dizer “realmente não posso te controlar quando você age dessa maneira”, deveríamos dizer: “Essas latas não são para jogar fora. Devem permanecer na prateleira do armário”

Controle as emoções

Os especialistas dizem que quando os pais estão muito irritados, castigam mais severamente e são mais propensos a ser verbamente e/ou físicamente abusivos com seus filhos. Existem fases que necessitamos agir com mais calma e contar até dez antes de agir. A disciplina é basicamente ensinar a criança como deve se comportar. Não se pode ensinar com eficiência se você é extremamente emocional. Diante de um mal comportamento, o melhor é respirar por um minuto e depois perguntar com calma: “o que aconteceu aqui?”. Todas as crianças necessitam que seus pais estabeleçam regras de conduta para o comportamento aceitável. Quanto mais mestres em aplicarmos os limites, maior será a cooperação que receberemos dos nossos filhos e menor será a necessidade de aplicar as disciplinas desagradáveis para que se cumpram. O resultado é uma atmosfera caseira mais agradável para os pais e filhos.
(Autor: Charles E. Schaefer, Ph.D., é um professor de psicologia e diretor do  Centro de Servicios Psicológicos na Universidad de Fairleigh Dickinson. É  autor de mas de 40 livros, incluindo "Teach your child to behave disciplining with love from 2 to 8 years". – “Ensine sua criança a se comportar, disciplinando-a com amor dos 2 aos 8 anos”).

                                                                      by ISIS DIB

APRESENTAÇÃO SEMINÁRIO DO LIVRO
PEDAGOGIA DA AUTONOMIA
( PAULO FREIRE)
11/04/14
                                                                                                                  
                 
                                               
                             GRUPO 5
Renata, Profª Silvana, Maria Helena, David, Adriana, Heidi, Alessandra, Silvania, Elisabete 





GRUPO 6
Amelia, Profª Silvana, Profª Cristina Jorge, Josilene, Caro, Bianca, Maria Helena, Bruno, David



                                          GRUPO 7
Andreia, Profª Silvana, Ana Amelia, Elisabete, Almerita, David