quarta-feira, 25 de maio de 2016
sábado, 21 de maio de 2016
E se as escolas ensinassem generosidade ?
Um menino de 7 anos está chorando e esperando a mãe vir buscá-lo na escola porque cortou o queixo e precisa ir para o hospital. Ele está assustado e com medo. As outras crianças também estão confusas, não sabem muito bem como lidar com suas emoções diante do infortúnio do amiguinho. A professora pergunta aos alunos: "O que podemos fazer para ajudar nosso amigo machucado?" Um aluno responde: "Podemos praticar generosidade!" - e assim os alunos se posicionam em um círculo e começam a dizer frases de apoio e desejar a melhora do amiguinho. Esse é o tipo de coisa que pode acontecer quando se ensina generosidade na escola.
As professoras americanas Laura Pinger e Lisa Flook desenvolveram, em parceira com o "Center for Healthy Minds" da Universidade de Wisconsin, um currículo para ensinar generosidade. Porque ensinar a ler e escrever é o qualquer escola faz, né? As professoras americanas desenvolveram um programa de 12 semanas, em que duas vezes por semana, durante 20 minutos, crianças na faixa de 6-7 anos foram apresentadas a histórias e exemplos práticos sobre: cultivar generosidade, estar consciente e atento ao momento presente e regular as próprias emoções.
Os resultados da experiência foram promissores. As crianças que absorveram o programa de 12 semanas, melhoraram suas notas, sua habilidade de se relacionar com os colegas, se mostraram mais flexíveis, mais dispostas a fazer sem esperar nada em troca e aprenderam a controlar melhor suas emoções negativas.
Por que ensinar generosidade na escola?
O ambiente escolar pode ser muito estressante para as crianças. Se não fosse apenas os problemas e dificuldades que alguns já trazem de casa, muitos alunos tem dificuldades em fazer amigos e tirar notas boas. Se sentir excluído, ignorado ou objeto de implicância e gozação é muito doloroso.
Crianças incentivadas a serem gentis e conscientes são capazes de mudar completamente o ambiente escolar. Os alunos podem se colocar no lugar do outro, como na situação do menino que quebrou o queixo, e tentar entender o que ele está sentindo. A empatia constrói pontes entre os alunos, professores e até os pais. Ensinar generosidade não requer mudanças de políticas públicas, nem grande envolvimento por parte da administração escolar.
Como fazer da generosidade uma "matéria" escolar
Para ensinar generosidade as professoras americanas usaram livros, músicas e também desenvolveram atividades criativas que permitem a compreensão dos conceitos de empatia e atenção plena (mindulfness) dos pequenos. O painel abaixo é um exemplo de atividade. O painel representa o "jardim da bondade". Todas as vezes que as crianças praticavam um ato altruísta ou se beneficiavam da generosidade de algum colega, elas deveriam colar um adesivo no painel. A ideia é mostrar para as crianças que a amizade é como um plantinha que tem ser cuidada para florescer.
IMAGEM DO CENTER FOR HEALTHY MINDS
Outro exemplo de atividade é o "Peace Wands" (varinhas da paz): duas crianças são colocadas uma de frente para outra, cada uma com uma varinha. Uma criança segura uma varinha com um coração na ponta - e ela irá "falar do fundo do coração" - enquanto a outra segura uma varinha com um estrela na ponta e será o "ouvinte estrela", escutando com atenção e repetindo o que o colega diz. Segundo as professoras, essa atividade trouxe resultados positivos quando havia conflitos entre os alunos. O exercício estimula as crianças a prestarem atenção no que diz seu interlocutor, expressar seus sentimentos e desenvolver empatia.
O currículo da generosidade foi baseado ainda em pontos chaves como:
Atenção: Alunos aprendem que podem escolher onde focar sua atenção. Os alunos foram encorajados a focar sua atenção em uma série de estímulos externos (o som do sinal do recreio, a aparência de uma pedra...) e estímulos internos (está se sentindo feliz ou triste). Isso ajuda as crianças a direcionaram o foco da sua atenção e manter a concentração.
Respiração e o corpo: Alunos aprendem a usar a respiração. Deitados no chão com a barriga para cima, eles escutavam uma música de relaxamento e colocavam um bichinho de pelúcia em cima da barriga. Como o movimento de expirar e inspirar as crianças deviam tentar fazer o bichinho dormir. Durante o processo de prestar atenção na própria respiração, as crianças se tranquilizavam.
Emoções: Como são as emoções? Como as sentimos? Como saber o que nós mesmo estamos sentindo? Aqui um jogo foi usado para fazer os alunos refletirem sobre emoções. A professora encenava vários tipos de humor (triste, brava, feliz, surpresa...) e as crianças tinham que adivinhar o que era, e como esta emoção é sentida fisicamente no corpo.
Perdão: Crianças pequenas podem ser muito duras com elas mesmas e com outras crianças. Aqui a ideia era ensinar que todo mundo comete erros e pode ser perdoado. Uma das atividades foi a leitura de um livro que contava a história de uma menina que cometia um erro e era perdoada pelos pais.
Gratidão: Os alunos foram estimulados a reconhecer atos de bondade que outras pessoas tinham para com eles. Fizeram um jogo no qual as crianças tinham que assumir papéis de pessoas que prestam serviços para a comunidade (um bombeiro, um motorista de ônibus, uma enfermeira).
egundo Laura Pinger e Lisa Flook, as professoras que desenvolveram o currículo da generosidade, essas frases funcionaram muito bem com as crianças: "Que eu esteja seguro, que eu seja feliz, que eu tenha saúde e que eu esteja em paz." As afirmações devem ser estendidas para outras pessoas e até para comunidades inteiras. "Que meu amigo esteja seguro e seja feliz" - "Que todos no meu país tenham saúde e possam viver em paz" -Que todas as crianças do mundo estejam em segurança"
Quando o menino machucou o queixo, as crianças se posicionaram em círculo e e falaram frases como essas. No meio do estresse causado pela imagem do queixo sangrando e pelo sofrimento do colega, o exercício ajudou os alunos a encontrarem conforto para eles mesmas e para o amigo. Quando o menino voltou à sala de aula, os amiguinhos contaram que fizeram um "roda de bons desejos" para ele enquanto ele estava no hospital. São essas pequenas atitudes em sala de aula que podem transformar as escolas em lugares mais fraternais e dessa maneira formar toda uma geração de pessoas mais generosas e cidadãos mais conscientes.
Este texto é uma adaptação livre do artigo: "What if Schools Taught Kindness? publicado em um site muito bacana que a gente adora: Greater Good - The Science of a Meaningful Life
Fonte: http://tudosobreminhamae.com/blog/2016/4/29/e-se-as-escolas-ensinassem-generosidade
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Psicopedagogia: você já ouviu falar??
Psicopedagogia – Uma profissão que integra muitas áreas de conhecimento e fala sobre pontos específicos do aprender, vem ocupando cada dia mais a rotina de crianças e adolescente. Mas… você sabe o que é ou já ouviu falar dessa profissão?
O que é?
A Psicopedagogia é um campo do saber que envolve as áreas de saúde e educação e tem como objetivo analisar e tratar dificuldades específicas de aprendizagem. Surge na década de 70 em uma época cujas dificuldades de aprendizagem eram associadas a uma disfunção neurológica denominada de disfunção cerebral mínima (DCM), servindo para camuflar problemas sociopedagógicos (BOSSA, 2000, p. 48-49 via portaleducação.com.br)
O grande representante da Psicopedagogia para o Brasil, foi Jorge Visca, um psicólogo social e criador da Epistemologia Convergente, que propunha uma atividade clínica voltada para a integração de três frentes de estudo da psicologia: Escola de Genebra (Psicogenética, de Piaget), Escola Psicanalítica (Freud) e Psicologia Social (Enrique Pichon Rivière).
Atuação
Atualmente a Psicopedagogia está relacionada ao trabalho de avaliação e intervenção nas dificuldades de aprendizagem. Com isso, sua preocupação envolve a cognição de uma forma geral, percebendo que aspectos físicos, sociais e emocionais podem influenciar os processos de aprendizagem. Estes profissionais podem atuar nas áreas educação, clínicas, hospitais e até empresas. Para isso, é necessário ter graduação nas áreas que envolvem saúde ou educação e depois cursar uma especialização com carga horária mínima de 560h. A psicopedagogia ainda está caminhando em nosso país, mas já consegue mostrar os benefícios de intervir nos processos que envolvem os problemas específicos da aprendizagem.
Quando procurar um Psicopedagogo?
É bom ter claro que o psicopedagogo é o profissional indicado, quando as dificuldades se tornam recorrentes e os avanços das crianças se tornam lenificados e/ou trazem prejuízos cognitivos de forma geral. Estar atento ao desenvolvimento das crianças desde as primeiras aquisições de aprendizagens é a melhor forma de intervir e solicitar a ajuda desse profissional.
Como a Escola pode minimizar problemas na aprendizagem?
O primeiro passo é CONSTRUIR O VÍNCULO com as situações de aprendizagem. Muitas vezes nos deparamos com crianças que não constroem vínculos com a aprendizagem, pois não lhes é mostrado o verdadeiro sentido de aprender, não a oportunizam a fazer parte deste processo.
O segundo passo é TORNAR O OBJETO REAL, onde as crianças possam vivenciar situações de aprendizagem. A criança no seu processo de aprender dá sinais do que pode levá-las a grandes descobertas. A partir do olhar e da escuta ativa de diretores, coordenadores e professores é possível dar margem as subjetividades das crianças e criar projetos, estratégias dinâmicas através de experimentos, criação, parcerias, jogos, oficinas…
Já no Terceiro passo é imprescindível MINIMIZAR OS PREJUIZOS através de aulas de “resgate da aprendizagem” onde o aluno poderá rever as aprendizagens que não foram assimiladas sob um novo olhar. Com propostas de multimídia, palestras, teatro…
Agindo assim conseguiremos fazer desse campo de conhecimento uma porta para grandes descobertas.
Quer saber mais? acessa o site da Associação Brasileira de Psicopedagogia.
Por:
Michelle Costa Soares
Fonte: http://www.reab.me/psicopedagogia-voce-ja-ouviu-falar/
quarta-feira, 4 de maio de 2016
sábado, 16 de abril de 2016
Por trás de uma Criança Difícil há uma Emoção que ela Não Sabe como Expressar
Muitos pais e mães se queixam que seu filho é difícil, que diante de uma emoção carregada de raiva, costumam desabafar de forma inadequada, tendo acessos de raiva, falando palavrões ou desobedecendo, mesmo que sutilmente.
Claro que nenhuma criança é igual à outra, e nós não conseguimos imaginar exatamente quais os tipos de necessidades podem ter essas criaturinhas que trouxemos ao mundo e desejamos tudo de melhor.
A emoção é fonte de energia humana, é a chave que deve orientar as crianças, primeiro para compreenderem a si mesmas e depois, para entender o mundo.
Crianças difíceis costumam gerar um nível de estresse muito alto nos pais. Não é fácil e nem sempre os livros de auto-ajuda, a experiência que já temos com outros filhos ou as recomendações de outros pais conseguem nos ajudar.
Seu filho, a criança difícil, é única e especial. A única coisa que ela precisa sempre é de compreensão. Na maioria das vezes, são crianças auto exigentes trancadas em seus “palácios internos” em espaços apertados onde não encontram portas abertas para expressar suas emoções.
A criança difícil e a emoção contida
Pense numa criança que teve um dia ruim na escola, quando chega em casa e seus pais perguntam o que aconteceu, ela responde de mal jeito. Diante disso, os pais decidem castigá-la deixando-a em seu quarto durante toda a tarde. O que ganhamos com isso? Nós resolvemos o problema? Claro que não!
A emoção bloqueada é como um espinho cercado por um muro de pedras. Se levantarmos mais o muro, o espinho ficará ainda mais escondido, por isso, o primeiro passo é retirar cada pedra desse muro através da comunicação e do afeto.
Se a criança difícil lhe impõe muros, não levante novas cidades ao redor dela, não descuide, não negligencie e não a deixe sozinha.
O processo para alcançá-las é complexo, mas tenha em mente estes aspectos prévios:
- Uma criança difícil nem sempre é o resultado de uma má criação. Você não deve se culpar e nem culpar ninguém.
- Algumas crianças exigem muito mais de nós do que outras, é da sua personalidade, do seu jeito próprio de ser e isso não significa que nós, pais, fizemos algo errado.
- Uma criança que dá, mas não recebe o que busca ou que não sabe como se expressar acaba frustrada. São muitas as vezes que elas mesmas se vêem sobrecarregadas por uma miríade de emoções: é raiva que oscila com tristeza, com desgosto, às vezes tédio…
- Crianças difíceis exigem um maior nível de atenção, compreensão, apoio e até mesmo de criatividade por parte dos pais.
Temos de ser arquitetos de seus mundos fazendo-os seguros, onde eles possam se sentir confortáveis para expressar a emoção contida, permitindo-lhes o conhecer, para desabafar, para sentir-se mais livre e seguro, para percorrer da melhor forma cada um dos cenários que definem a criança em todo o seu ciclo de vida.
Como ajudar a criança difícil a canalizar suas emoções

A criança difícil precisa, acima de tudo, da nossa atenção e de cada uma das estratégias que podemos lhe ensinar de forma criativa para atender suas necessidades e para ajudá-la a gerenciar todo este mundo emocional que, às vezes, a transborda e a bloqueia.
Lembre-se de que a inteligência emocional não é uma característica, é uma habilidade e, portanto, é nosso dever como pais transmitir aos nossos filhos estas estratégias, esse aprendizado.
Observe os passos a seguir para educar as crianças difíceis neste campo, nessa dimensão, onde canalizar, onde dar forma e como expressar a emoção contida:
Sim para o poder do reforço positivo
- Se recriminarmos os erros de uma criança difícil, se a subestimarmos, ou se a repreendermos por suas reações, geramos nela ainda mais raiva e ansiedade. Lembre-se de que este tipo de criança, no fundo, é muito frágil e têm baixa auto-estima.
- Use declarações simples como: “Eu confio em você”, “Eu sei que você pode fazer isso”, “eu sei que você é especial”, “Eu sei que você é um menino corajoso e é por isso que eu te amo”…
- Uma palavra positiva gera uma emoção positiva e a emoção positiva reforça a confiança.
Sim para a comunicação que não julga, não compara e não sentencia
Há pais que comparam a criança difícil com os seus irmãos ou com outras crianças. Isto não está certo, é um grande erro, comparado ao de iniciar uma conversa com declarações como: “você é um preguiçoso, você nunca escuta, você sempre se comporta mal…”
Evite este tipo de comunicação e siga sempre estas orientações:
- Não sonde, não interrogue. Descubra qual é o momento em que a criança se sente mais confortável para falar.
- Demonstre confiança, aproxime-se e compreenda. Cuide do seu tom de voz, isso é fundamental para se conectar com as crianças.
- A comunicação deve ser diária e contínua.
- Nunca ria ou ironize do que seu filho lhe contar. Para ele é importante, e talvez não será sincero se perceber que falta empatia de sua parte.
Sim para promover um equilíbrio interno na criança
Ensine que cada emoção pode ser transformada em uma palavra, que a raiva tem forma, que a tristeza pode ser compartilhada para aliviá-la, que chorar não é ruim e que você sempre vai estar do seu lado para escutá-la.
- Ensine a respirar, a relaxar, a canalizar suas emoções através de atividades específicas que a distraia.
- Ensine a aceitar a frustração, que o mundo não será sempre como eles querem.
- Ensine a ouvir e a falar com assertividade. Diga à criança que a sua voz será sempre ouvida, que tudo que ela diz é importante para você…
- Ensine a assumir responsabilidades, a cuidar de si mesma a cada passo e decisão que tomarem…
Fonte: http://www.saudecuriosa.com.br/por-tras-de-uma-crianca-dificil-ha-uma-emocao-que-ela-nao-sabe-como-expressar/
segunda-feira, 4 de abril de 2016
RECEBER O ALUNO COM DEFICIÊNCIA NA SALA DE AULA NÃO SIGNIFICA INCLUSÃO
Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão, há necessidade do preparo do docente para conhecer o tipo de deficiência e a historia de vida do aluno, sua relação com seus familiares e vice-versa; saber como trabalhar com outros alunos e com suas famílias, é este o contexto que chamamos inclusivo. Não podemos exigir que o professor esteja preparado. Há ainda a necessidade do envolvimento de gestores, da iniciativa pública e privada, de políticas públicas, de investimento na formação dos envolvidos, trabalho que não se restringe apenas aos professores, mas a todos, sem exceção.
Quando a escola recebe, pela primeira vez, uma criança com discrepâncias significativas no processo de desenvolvimento e aprendizagem ou com algum tipo de deficiência em relação aos demais alunos da mesma faixa etária é natural que muitas dúvidas surjam. O professor, geralmente, sente-se ansioso e temeroso diante de nova situação para a qual não se encontra preparado. Inicialmente, alguns professores pensam ser necessário se especializarem para poderem melhor atender o aluno com deficiência. Sem dúvida a capacitação, a pesquisa e o aprimoramentos são imprescindíveis a prática pedagógica de um profissional da educação. Contudo, a convivência, a experiência e ajuda de profissionais especializados e da família, o professor verifica que o processo de inclusão não é tão difícil como parecia, é um desafio porque implica em mudanças nas práticas pedagógicas muitas vezes cristalizadas.
Boa parte dos alunos com deficiência adaptam-se muito bem às escolas quando sentem-se de fato aceitos, compreendidos e conseguem aprender na escola. Porque, qualquer ser humano não fica bem aonde se sente excluído, incompreendido, não aprende e é rejeitado.
Essas crianças se sentem felizes por poderem participar da vida, conviver e brincar com outras crianças, aprenderem juntas com as demais. Isso é perfeitamente possível, desde que o professor seja orientado em sua tarefa pedagógica.
As situações devem ser cuidadosamente planejadas e as atividades ajustadas e adaptadas para que atendam às necessidades específicas desses alunos.
Portanto, não há uma regra específica, se deve falar para os demais alunos da sala de aula se tem ou não um ou alguns alunos com deficiência. Cada situação é única. Dependendo de como o grupo classe e o professor acolher estes alunos, haverá uma estratégia diferente. Caso o professor tenha como prática no inicio das aulas fazer dinâmicas de grupo com seus alunos para se conhecerem deve manter isso, aproveitando a situação para falar sobre o que o aluno com deficiência tem e como todos podem ajudá-lo e das qualidades e competências que esse aluno tem, do que gosta, dás coisas que ele sabe, sobre sua vida, qual a expectativa dele nesta classe e escola, etc. O manejo precisa ser ponderado.
Para que esses princípios inclusivos se concretizem, torna-se fundamental a elaboração, por toda comunidade escolar, de um projeto político pedagógico de inclusão contando com a participação efetiva dos pais, profissionais ou instituições especializadas que realizam o atendimento complementar, tendo em vista a avaliação das necessidades educacionais específicas desses educandos para as adaptações e complementações curriculares que se fizerem necessárias.
Não vejo sentido comunicar aos demais pais que há um aluno com deficiência na classe, para tanto será importante a participação coletiva humanística acolhedora.
Não atendemos síndromes, doenças ou patologias, mas sim uma criança, um aluno, um adolescente, adulto que tenha alguma diferença. Isso é cultural e por isso leva-se tempo para que a cultura da patologia e modelo médico se dissolva para vermos pessoas no lugar de doenças.
Defendo que o trabalho precisa ser coletivo, com tutorias, com todos juntos, por isso aprendizagem é cooperativa, um ajudando o outro, quer seja professor-professor, professor-especialista, professor-aluno, aluno-especialista, aluno-aluno, enfim quem sabe ensina.
A sala de aula deve ser um espaço coletivo, circular, não linear, o poder é de todos, todos tem algo para ensinar, fazer, compartilhar e aprender.
Enquanto a estrutura escolar manter o poder centrado no professor fica inviável qualquer inclusão.
Estudos e experiências realizados no Brasil e no mundo demonstram que a Educação Inclusiva é benéfica para todos os envolvidos.
Os alunos com deficiência aprendem:
• melhor e mais rapidamente, pois encontram modelos positivos nos colegas;
• que podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas;
• a lidar com suas dificuldades e a conviver com as demais crianças.
Os alunos sem deficiência aprendem
• a lidar com as diferenças individuais;
• a respeitar os limites do outro;
• a partilhar processos de aprendizagem.
Todos os alunos, independentemente da presença ou não de deficiência, aprendem;
• a compreender e aceitar os outros;
• a reconhecer as necessidades e competências dos colegas;
• a respeitar todas as pessoas;
• a construir uma sociedade mais solidária;
• a desenvolver atitudes de apoio mútuo;
• a criar e desenvolver laços de amizade;
• a preparar uma comunidade que apóia todos os seus membros;
• a diminuir a ansiedade diante das dificuldades.
A Escola Inclusiva respeita e valoriza todos os alunos, cada um com a sua característica individual e é à base da Sociedade para Todos, que acolhe todos os cidadãos e se modifica, para garantir que os direitos de todos sejam respeitados.
Essa é base da Educação Inclusiva: considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos podem ter.
E, sendo assim, respeitar essa diferença e encontrar formas adequadas para transmitir o conhecimento e avaliar o aproveitamento de cada aluno.
Vários estudos, no Brasil e no mundo, têm demonstrado que essa pedagogia centrada na relação com o aluno é benéfica para todos os estudantes com e sem deficiência porque:
• Reduz a taxa de desistência e repetência escolar;
• Aumenta a auto-estima dos alunos;
• Impede o desperdício de recursos;
• Ajuda a construir uma sociedade que respeita as diferenças.
Somente com o apoio dos professores, o Brasil poderá, de fato, oferecer uma Educação de Qualidade para Todos. E você, professor, pode começar a fazer isso agora. Não é preciso cursar uma faculdade. Basta você usar sua criatividade, seu bom senso, sua vontade de ensinar, sua experiência. E os professores especializados em alunos com deficiência e outros profissionais, como pedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais estão aí para ajudar você. Além disso, uma das características mais interessantes da Educação Inclusiva é que ela deve envolver também as famílias e a comunidade. Isso significa que a Escola Inclusiva poderá beneficiar-se com parcerias com universidades, organizações não governamentais, escolas SENAI, APAEs, centros de reabilitação, entidades de pessoas com deficiência, associações de bairro, associações comerciais locais etc. Essa rede de parceiros, que inclui Essa rede de parceiros, que inclui a participação da família, será fundamental para a escola conseguir os recursos humanos e materiais de que precisa para oferecer a melhor educação para todos os seus alunos.
Como tudo isso funciona para a família?
Existe preconceito vindo de outros pais ou até mesmo dos colegas de classe?
Em todos os sentidos, primeiro em manter a exclusão das pessoas, manter mitos e informações errôneas, isso chamamos de acessibilidade atitutinal, é a mais difícil porque exige que resignifiquemos nossos valores, nossas relações, nossas crenças, enfim todos nós somos especiais e deficientes.
O preconceito faz parte da natureza humana, desde o início da humanidade. O homem desconfia e tem medo de tudo o que é diferente dele mesmo, do “outro”.
O “outro” inspira receio, temor, insegurança. Esses sentimentos eram importantes no tempo das cavernas, quando os homens eram poucos e lutavam bravamente para sobreviver em um ambiente hostil. Certamente, essa característica foi selecionada evolutivamente porque ajudava na sobrevivência da espécie.
E o homem moderno ainda é biologicamente o mesmo daqueles tempos. Diante do diferente, do desconhecido, é normal adotar atitudes defensivas ou de ataque, que se expressam pelo preconceito, pela discriminação, pelas palavras ofensivas ou por atos violentos, como vemos hoje os comportamentos de bullying nos jovens.
Como é para o educador atender crianças com deficiências?
Poderia definir isso como uma postura dentro de um processo na mudança das atitudes das relações professor-aluno. Urgimos que haja investimentos na valorização do papel e na construção da identidade do novo professor, visto que hoje ele é um facilitador ou mediador da aprendizagem; precisa sair do papel de “dar aulas”, “estimular criancinhas”, para ser o mediador da construção de conhecimentos este é o novo paradigma. Isso pouco se discute no Brasil e por isso o professor ainda fica reivindicando causas absurdas como querer reprovar os alunos. O professor ainda não “percebeu” que ele não é mais “o centro” da situação, hoje ele está “na relação” da aprendizagem com o aluno. As questões da aprendizagem são relacionais e afetivas.
A prática da Educação Inclusiva pressupõe que o professor, a família e toda a comunidade escolar estejam convencidos de que:
• O objetivo da Educação Inclusiva é garantir que todos os alunos com ou sem deficiência participem ativamente de todas as atividades na escola e na comunidade;
• Cada aluno é diferente no que se refere ao estilo e ao ritmo da aprendizagem.
E essa diferença é respeitada numa classe inclusiva;
• Os alunos com deficiência não são problemas. A Escola Inclusiva entende esses alunos como pessoas que apresentam desafios à capacidade dos professores e das escolas para oferecer uma educação para todos, respeitando a necessidade de cada um;
O fracasso escolar é um fracasso da escola, da comunidade e da família que não conseguem atender as necessidades dos alunos;
• Todos os alunos se beneficiam de um ensino de qualidade e a Escola Inclusiva apresenta respostas adequadas às necessidades dos alunos que apresentam desafios específicos;
• Os professores não precisam de receitas prontas. A Escola Inclusiva ajuda o professor a desenvolver habilidades e estratégias educativas adequadas às necessidades de cada aluno;
• A Escola Inclusiva e os bons professores respeitam a potencialidade e dão respostas adequadas aos desafios apresentados pelos alunos;
• É o aluno que produz o resultado educacional, ou seja, a aprendizagem. Os professores atuam como facilitadores da aprendizagem dos alunos, com a ajuda de outros profissionais, tais como professores especializados em alunos com deficiência, pedagogos, psicólogos e intérpretes da língua de sinais.
Como a educação inclusiva pode formar a postura do jovem cidadão?
• Favorece e incentiva a criação de laços de amizade entre todos os alunos;
• Incentiva a criatividade e a autonomia do aluno em busca do próprio conhecimento;
• Aprende o valor da diferença e da convivência para os alunos a partir do exemplo dos professores e da comunidade escolar e pelo ensino ministrado nas salas de aula;
• Promove o empoderamento, a autonomia, a independência e a cidadania;
• Desenvolve a capacidade de vislumbrar um projeto de vida produtiva e independente.
Sugestões de Dinâmicas de Grupo ou Rodas de Conversa
Objetivos:
Avaliar os sentimentos e fantasias pessoais, identificar, nomear igualdades e diferenças, pontos fortes e oportunidades de melhoria, estimular a empatia. Discriminar e diferenciar deficiência de doença. Trabalhar a construção conceitual / terminologia correta das deficiências (as crianças falavam várias palavras, menos “pessoa com deficiência”)
Estratégias:
Aquecimento: Cada criança escolhe uma bexiga. Ao som de música, com as bexigas cheias, vão brincar sob comandos, sozinhos, em duplas, em trios, todos.
Atividades:
I- Com todas as cadeiras de rodas, cadeirões, andadores, vamos fazer vivências de como deve ser uma pessoa com deficiência física. Em dois grupos, um guia o outro/ trocam. Discussão de como se sentiram, desenho na lousa para ajudar o raciocínio. Desenho livre sobre o tema.
II -Vivências sensoriais – Deficiência Visual – A escuridão. Com faixas pretas nos olhos (uma criança guia a outra / trocam). Discussão e desenho livre.
III – Deficiência Auditiva – O mundo do silêncio. Dois grupos ensaiam cenas, utilizando mímica. Um é platéia do outro. Ou o mediador finge falar sem utilizar a voz. Discussão sobre o tema e desenho livre.
IV – Deficiência Intelectual – Por que nosso colega as vezes tem dificuldades para entender? Uma história contada em duas versões, mais difícil e outra mais fácil. Discussão do tema e desenho livre.
Sugestão de Livros para Roda de Conversa
Sugestões de livros para trabalhar as deficiências em sala de aula, todos os livros são de Cláudia Wernek da Editora WVA.
Muito prazer, eu existo (5ª ed/1992) -Primeiro livro escrito no Brasil sobre síndrome de Down para leigos. Cláudia Wernek da Editora WVA.
Coleção Meu Amigo Down (9ª ed/1994) – As histórias – Meu amigo Down, em casa; Meu amigo Down, na rua; Meu amigo Down, na escola são narradas por um personagem que não entende por que seu amigo com síndrome de Down enfrenta situações delicadas. Cláudia Wernek da Editora WVA.
Um amigo diferente? (9ª ed/1996) – Conta a história de uma criança que diz ser diferente. O texto leva à reflexão sobre as diferenças individuais discorrendo sobre hemofilia, paralisia cerebral, ostomia, doença renal etc. Cláudia Wernek da Editora WVA.
Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva (3ª ed/1997) – Primeiro livro sobre sociedade inclusiva escrito no Brasil, explica o que é uma escola, mídia, literatura e sociedade inclusivas. Cláudia Wernek da Editora WVA.
Sociedade Inclusiva. Quem cabe no seu TODOS? (2ª ed/1999) – Discute o uso leviano da palavra TODOS na cultura, na mídia, nas universidades, no discurso dos governantes, no dia-a-dia de TODOS. Cláudia Wernek da Editora WVA.
Uma joaninha diferente (4ª. Ed/2012) Regina Célia Melo, Ed. Paulinas.
Bem gostaria de terminar e definir Educação Inclusiva com uma frase: “Olhares e modos de ver”, pois só através do olhar que transformamos o outro ser humano em pessoa, com identidade própria e vida.
E completando:
“A questão fundamental é a atitude. Se é algo que você deseja fazer, você começa a procurar meios de consegui-lo. Se é algo que você não deseja fazer, você começa a procurar desculpas para não fazê-lo.” (Wayne Sailor, 1991).
Autora do artigo: Marina da Silveira Rodrigues Almeida
Sócia-Proprietária do Instituto Inclusão Brasil. Consultora em Educação
Psicóloga Clínica e Educacional , Pedagoga Especialista e Psicopedagoga
Instituto Inclusão Brasil
Sócia-Proprietária do Instituto Inclusão Brasil. Consultora em Educação
Psicóloga Clínica e Educacional , Pedagoga Especialista e Psicopedagoga
Instituto Inclusão Brasil
Fonte: http://www.institutoinclusaobrasil.com.br/informacoes_artigos_integra.asp?artigo=151
sábado, 2 de abril de 2016
NÃO FIZ PEDAGOGIA PARA TROCAR FRALDAS
Você já falou essa frase?
Já teve companheiros de trabalho que falaram?
Ah! Tem outra frase pra complementar: "Quem tem que fazer trocas de fraldas é a volante/apoio".
Acontece muito na Educação Infantil, principalmente nos CEIs.
Resolvi fazer essa postagem por conta de experiências pessoais (e muitas).
Muitas vezes, imaginamos que vamos fazer pedagogia e .... PLIM!!!!
Vamos ensinar as crianças a ler e escrever.
Pronto! É isso que um pedagogo faz.
Você pensa assim?
Vamos conversar um pouco e analisar se você precisa rever seus conceitos.
Você já falou essa frase?
Já teve companheiros de trabalho que falaram?
Ah! Tem outra frase pra complementar: "Quem tem que fazer trocas de fraldas é a volante/apoio".
Acontece muito na Educação Infantil, principalmente nos CEIs.
Resolvi fazer essa postagem por conta de experiências pessoais (e muitas).
Muitas vezes, imaginamos que vamos fazer pedagogia e .... PLIM!!!!
Vamos ensinar as crianças a ler e escrever.
Pronto! É isso que um pedagogo faz.
Você pensa assim?
Vamos conversar um pouco e analisar se você precisa rever seus conceitos.
Ensinar é muito mais que ler e aprender
Se decidimos fazer pedagogia, sabemos que podemos trabalhar com crianças de poucos meses de idade no CEI. Por que um bebê está num CEI (Centro de EDUCAÇÃO infantil)?
Ora, ele é um ser humano em desenvolvimento e precisa aprender. E aprender muito!
No convívio familiar e escolar eles estão o tempo todo aprendendo novas coisas sobre as situações que os rodeiam.
Os primeiros aprendizados serão, além de outras coisas, aprender o que é ser cuidado e se cuidar.
Todos nós pedagogos já ouvimos as famosas palavrinhas EDUCAR E CUIDAR.
O que é esse Educar e Cuidar?
O RCN nº 1, pág. 23 diz:
"...as instituições de educação infantil incorporem de maneira integrada as funções de educar e cuidar, não mais diferenciando nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham com as maiores." e
"Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural."
Essas duas características estão profundamente ligadas uma à outra.
Como um professor, pedagogo pretende ensinar sem cuidar?
Se o EDUCAR também é propiciar situações de cuidado, trocar as fraldas não seria então
uma situação de cuidado?
Oque o bebê aprende no momento das trocas de fraldas?
Vamos alistar algumas coisas:
- A criança começa a perceber o que é estar limpo ou sujo e a valorizar ficar limpo;
- Cria uma relação de confiança entre o adulto e a criança;
- Permite um contato mais prolongado e individualizado com a criança;
É possível até incluir na rotina, um projeto institucional bem planejado sobre essa etapa
de necessidade das trocas de fraldas até o desfralde.
Olha só essas duas sugestões maravilhosas da Revista Nova Escola
Essa fase é tão importante e está tão ligada ao nosso fazer pedagógico, que o
RCN nº 2, págs. 58 e 59 tem um tópico só sobre esse assunto.
Olha que sugestão interessantíssima ele nos traz:
"Enquanto executa os procedimentos de troca, é aconselhável que o professor
observe e corresponda aos sorrisos, conversas, gestos e movimentos da criança."
Então cuidar da Troca de Fraldas faz parte do trabalho de educar os bebês no CEI.
Essa fase de poder cuidar desses pequeninos é tão gostosa!
Devemos valorizar muito o privilégio de fazer parte do desenvolvimento deles desde
tão pequeninos.
Fonte:
http://www.lufernandespedagoga.blogspot.com.br/
Se decidimos fazer pedagogia, sabemos que podemos trabalhar com crianças de poucos meses de idade no CEI. Por que um bebê está num CEI (Centro de EDUCAÇÃO infantil)?
Ora, ele é um ser humano em desenvolvimento e precisa aprender. E aprender muito!
No convívio familiar e escolar eles estão o tempo todo aprendendo novas coisas sobre as situações que os rodeiam.
Os primeiros aprendizados serão, além de outras coisas, aprender o que é ser cuidado e se cuidar.
Todos nós pedagogos já ouvimos as famosas palavrinhas EDUCAR E CUIDAR.
O que é esse Educar e Cuidar?
O RCN nº 1, pág. 23 diz:
"...as instituições de educação infantil incorporem de maneira integrada as funções de educar e cuidar, não mais diferenciando nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham com as maiores." e
"Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural."
Essas duas características estão profundamente ligadas uma à outra.
Como um professor, pedagogo pretende ensinar sem cuidar?
Se o EDUCAR também é propiciar situações de cuidado, trocar as fraldas não seria então
uma situação de cuidado?
Oque o bebê aprende no momento das trocas de fraldas?
Vamos alistar algumas coisas:
- A criança começa a perceber o que é estar limpo ou sujo e a valorizar ficar limpo;
- Cria uma relação de confiança entre o adulto e a criança;
- Permite um contato mais prolongado e individualizado com a criança;
É possível até incluir na rotina, um projeto institucional bem planejado sobre essa etapa
de necessidade das trocas de fraldas até o desfralde.
Olha só essas duas sugestões maravilhosas da Revista Nova Escola
Essa fase é tão importante e está tão ligada ao nosso fazer pedagógico, que o
RCN nº 2, págs. 58 e 59 tem um tópico só sobre esse assunto.
Olha que sugestão interessantíssima ele nos traz:
"Enquanto executa os procedimentos de troca, é aconselhável que o professor
observe e corresponda aos sorrisos, conversas, gestos e movimentos da criança."
Então cuidar da Troca de Fraldas faz parte do trabalho de educar os bebês no CEI.
Essa fase de poder cuidar desses pequeninos é tão gostosa!
Devemos valorizar muito o privilégio de fazer parte do desenvolvimento deles desde
tão pequeninos.
Fonte:
http://www.lufernandespedagoga.blogspot.com.br/
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